Compartilhe:

A importância de um EPM no Planejamento Orçamentário

No ecossistema tecnológico de uma empresa, o ERP (Enterprise Resource Planning) é frequentemente visto como o destino final de todos os dados. Para equipas de FP&A (Financial Planning and Analysis), no entanto, o ERP é apenas o ponto de partida. 

Embora sistemas como SAP, Oracle ou Protheus sejam fundamentais para o registo transacional, a verdadeira inteligência financeira reside na camada superior: o EPM (Enterprise Performance Management) sua plataforma de Planejamento Orçamentário


[Imagem: pode basear a imagem na analogia do tema do retrovisor e para-brisas]

O ERP olha para o retrovisor; o EPM foca no para-brisas

A limitação intrínseca de qualquer ERP é a sua natureza retroativa. Ele foi desenhado para controle, conformidade e registo do que já aconteceu. O Enterprise Performance Management, por outro lado, é construído para a projeção e simulação.

  • Controle vs. Agilidade: O ERP consolida o balancete após o fecho do mês. O EPM permite realizar um Rolling Forecast, ajustando premissas de mercado em minutos e entendendo o impacto imediato no fluxo de caixa dos próximos meses.
  • Dados Estáticos vs. Cenários Dinâmicos: No ERP, os dados são fatos imutáveis. No Sistema de Performance Financeira, os dados são variáveis que permitem responder à pergunta vital: “E se?”.

Além das planilhas: Governança e Integridade

Muitas controladorias tentam suprir as carências do ERP com muitas planilhas soltas e sem integração. Esta prática cria o chamado “Excel Hell” (que é a dependência excessiva de planilhas na operação), onde a falta de integridade de dados coloca em risco a estratégia da empresa. Uma plataforma de Enterprise Performance Management elimina este gargalo ao oferecer:

  • Single Source of Truth: Integração automatizada que garante que o dado em um sistema de performance financeira é o mesmo do ERP, sem erros de digitação.
  • Trilha de Auditoria: Transparência total sobre quem alterou cada premissa e quando.
  • Segurança e Alçadas: Fluxos de aprovação (workflows) que garantem que cada gestor visualize apenas o que lhe compete.

A Central de Inteligência: Conectando Finanças à Operação (xP&A)

Enquanto o ERP armazena custos de forma departamental, uma plataforma de Performance Financeira permite uma modelagem baseada em drivers operacionais, elevando a gestão ao nível de xP&A (Extended Planning and Analysis):

1.     Modelagem de Pessoal (RH): Projeção de headcount detalhado por colaborador ou cargo, calculando automaticamente encargos, provisões e benefícios específicos.

2.     Receita e Canais: Simulação de vendas por Níveis (Produto > Família > SKU) e por Canais (Mercado Interno e Externo), reagindo a variações de preços ou impostos em tempo real.

3.     Investimentos (CAPEX): Controle da Estrutura Analítica do Projeto (EAP) com gestão automatizada de carryover, ligando o investimento diretamente à depreciação na DRE e ao desembolso no Fluxo de Caixa.

O EPM como Pilar da Maturidade Financeira

A transição do ERP para o EPM marca a evolução de uma empresa de uma cultura de “controle de gastos” para uma cultura de “gestão de performance”. O EPM não substitui o ERP; ele liberta o potencial dos dados ali armazenados, transformando números estáticos em planos de ação.

Para organizações que buscam previsibilidade e segurança na tomada de decisão, o EPM é a infraestrutura indispensável. É a ferramenta que permite ao CFO deixar de ser um “historiador de dados” para se tornar o arquiteto da estratégia futura.


Se quer saber mais sobre sistemas EPM, clique aqui.

Sobre o autor:
Gabriel Barbieri (in)
Co-Founder e Diretor de Negócios da Handit
Gabriel é Co-fundador e diretor de Negócios da Handit, com mais de 15 anos de experiência em tecnologia e nos últimos 10 anos têm trabalhado de perto com CFOs, Controllers e FP&As, ajudando-os a fazer essa transformação digital.

GOSTOU DESSE CONTEÚDO?

Conheça nossos cases de Sucesso

Leia outros artigos