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5 técnicas de rolling forecast aplicadas ao ciclo orçamentário

5 técnicas que vão te ajudar a adotar o modelo de rolling forecast em seu orçamento: integração de dados em tempo real, revisões mensais com base em cenários, automação de processos manuais, participação colaborativa entre áreas e adoção de indicadores preditivos.

O ciclo orçamentário está cada vez mais dinâmico. Em um ambiente de volatilidade econômica e transformação digital, muitas empresas começam a adotar um orçamento mais flexível. Surge, então, o conceito de rolling forecast, uma prática que permite ajustes constantes, maior previsibilidade e decisões mais embasadas em dados reais. 

Este artigo atua como um guia técnico de boas práticas para profissionais de FP&A que desejam aplicar o rolling forecast em seus processos.

[Imagem: Ilustração de um calendário financeiro em movimento, com meses avançando e gráficos se ajustando em tempo real, representando dinamismo e previsões contínuas]

O que é o rolling forecast

Rolling forecast é um processo de atualização constante das projeções financeiras, com base em dados reais e indicadores de performance. Em vez de manter um orçamento fixo, as empresas revisam suas estimativas mensalmente ou trimestralmente, ajustando previsões de receita, custos e investimentos de acordo com o cenário atual. Geralmente cobrem um período de 12,18 ou 24 meses, e quando esse período se encerra um novo mês é adicionado.

Caso algum imprevisto ocorra no meio do ano, fica mais fácil ajustar o orçamento e tomar decisões baseados em dados atualizados.

Diferente do modelo tradicional, em que o orçamento é estático, o rolling forecast proporciona flexibilidade, agilidade e visão estratégica. Mesmo ele sendo um pouco mais trabalhoso que o tradicional, ele permite que FP&A e controladoria atuem como parceiros de negócio, reagindo rapidamente a mudanças de mercado e orientando decisões de forma proativa.

Vamos comentar sobre algumas técnicas que vão ajudar a usar a metodologia do rolling forecast:

1. Integração de dados em tempo real

O primeiro passo para um forecast eficaz é garantir que as informações estejam sempre atualizadas. Isso só é possível com sistemas que integrem dados do ERP e outros módulos corporativos de forma automática.

Boas práticas:

  • Utilize uma plataforma EPM para consolidar informações em um único ambiente.
  • Conecte dados financeiros, operacionais e comerciais para análises completas.
  • Configure rotinas de atualização automática para evitar retrabalho manual.

Exemplo prático: empresas como o Grupo Massa utilizam sistemas integrados para acompanhar em tempo real o comportamento de despesas e receitas, ajustando projeções sem depender de planilhas.

2. Revisões mensais com base em cenários

Um dos pilares do rolling forecast é a capacidade de simular diferentes cenários e revisar o orçamento com frequência. Isso garante que as decisões financeiras acompanhem a realidade do negócio.

Boas práticas:

  • Estabeleça ciclos mensais ou trimestrais de revisão.
  • Trabalhe com cenários otimista, realista e conservador.
  • Atribua responsáveis por validar hipóteses e ajustar premissas conforme o desempenho.

Benefício: previsões mais precisas e decisões ajustadas à dinâmica de mercado.

3. Automação de processos manuais

Automatizar é essencial para sustentar a frequência das revisões. A coleta manual de dados inviabiliza o rolling forecast, pois consome tempo e aumenta o risco de erro.

Boas práticas:

  • Use ferramentas EPM com automação de consolidação e geração de relatórios.
  • Configure dashboards dinâmicos para análise de KPIs e indicadores financeiros.
  • Substitua o envio de planilhas por portais colaborativos com acesso simultâneo para todos os gestores.

Exemplo prático: empresas que adotaram o EPM Handit Planning reduziram significativamente o tempo de fechamento orçamentário e aumentaram a confiabilidade das análises, sem depender de processos manuais.

4. Participação colaborativa entre áreas

Forecast não é responsabilidade exclusiva de FP&A. Para ser eficaz, precisa envolver todas as áreas da empresa, promovendo o modelo de orçamento descentralizado.

Boas práticas:

  • Estimule a colaboração de áreas como Vendas, RH e Operações na revisão das projeções.
  • Crie um calendário de alinhamento entre controladoria e gestores.
  • Utilize sistemas que permitam permissões e comentários dentro da própria plataforma.

Resultado: maior engajamento das equipes e previsões mais próximas da realidade operacional.

5. Adoção de indicadores preditivos

Um forecast eficiente olha para o futuro — e isso exige o uso de indicadores preditivos e análises baseadas em dados históricos.

Boas práticas:

  • Combine KPIs financeiros com indicadores operacionais (como churn, produtividade, ocupação de capacidade, etc.).
  • Utilize análises estatísticas e modelos preditivos para antecipar tendências.
  • Alimente o forecast com dados históricos e projeções de mercado.

Benefício: decisões mais rápidas e embasadas em informações objetivas.

Bônus: a tríade do forecast contínuo (pessoas, processos e tecnologia)

A adoção do forecast contínuo só se sustenta quando três pilares evoluem de forma equilibrada: pessoas, processos e tecnologia. Ignorar qualquer um deles compromete o resultado.

  • Pessoas: FP&A, controladoria e líderes de áreas precisam estar capacitados e engajados. O forecast contínuo exige leitura crítica de dados, colaboração e tomada de decisão recorrente, não apenas execução operacional.
  • Processos: é fundamental ter rituais claros de revisão, papéis bem definidos e premissas padronizadas. Sem processos consistentes, o forecast vira um exercício pontual e perde valor estratégico.
  • Tecnologia: ferramentas EPM são o habilitador do modelo. Elas automatizam a consolidação, integram dados do ERP e permitem simulações rápidas, garantindo escala, confiabilidade e agilidade.

Quando essa tríade está bem alinhada, o forecast contínuo deixa de ser apenas uma boa prática financeira e passa a ser um verdadeiro instrumento de gestão.

Conclusão

Aplicar o rolling forecast no ciclo orçamentário é um passo fundamental para tornar o FP&A mais estratégico. Ele transforma o orçamento de um exercício anual em um processo vivo, conectado à operação e às metas de negócio. Com um sistema de NEPM, integração de dados e colaboração entre áreas, o rolling forecast se torna não apenas possível, mas essencial para empresas que buscam agilidade, precisão e governança financeira.

Quer saber como estruturar seu rolling forecast de forma prática e automatizada? Conheça o Handit Planning e veja como ele conecta dados, cenários e performance em um único ambiente.

O que é rolling forecast?
Processo contínuo de atualização das projeções financeiras com base em dados reais. Diferente do orçamento fixo, revisa estimativas mensal ou trimestralmente para garantir agilidade e resiliência.

Por que o rolling forecast é importante para FP&A e controladoria?
Permite reagir rapidamente a mudanças de mercado, orientar decisões com dados atualizados e transformar o orçamento em um processo vivo e estratégico.Como garantir a integração de dados financeiros em tempo real?
Usar plataformas EPM que consolidem informações financeiras, operacionais e comerciais num único ambiente, com atualização automática integrada ao ERP.

Sobre o autor:
Gabriel Barbieri (in)
Co-Founder e Diretor de Negócios da Handit
Gabriel é Co-fundador e diretor de Negócios da Handit, com mais de 15 anos de experiência em tecnologia e nos últimos 10 anos têm trabalhado de perto com CFOs, Controllers e FP&As, ajudando-os a fazer essa transformação digital.

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