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FP&A Summit 2026: o FP&A deixou de explicar números para sustentar decisões

O FP&A Summit 2026 mostrou com clareza uma mudança importante no mercado: o FP&A deixou de ser apenas uma área de consolidação financeira.

Hoje, a expectativa sobre CFOs, controllers e líderes de FP&A é outra.

As empresas esperam áreas capazes de sustentar decisões com profundidade analítica, visão operacional e capacidade de traduzir dados em direção estratégica.

Ao longo dos dois dias de evento, diferentes palestras reforçaram exatamente esse movimento.

O FP&A precisa participar da decisão antes dela acontecer

Uma das falas mais fortes do evento veio de Bruno Oliveira, CFO da Blockbit:

“O FP&A é avaliado pela qualidade da informação que entrega. O CFO é avaliado pela qualidade da decisão que toma.”

Bruno Oliveira Apresentando no FP&A Summit

A provocação muda completamente a lógica tradicional da área financeira.

Não basta produzir relatórios corretos. Não basta explicar desvios depois que o resultado aconteceu.

O FP&A estratégico participa antes. Participa da definição de premissas, da leitura de riscos, da construção de cenários e da recomendação executiva.

Esse ponto apareceu diversas vezes durante o evento e reforçou um desafio comum em muitas empresas: o excesso de tempo gasto consolidando dados reduz a capacidade analítica da área.

Governança financeira precisa acelerar decisões

Outro tema recorrente no FP&A Summit 2026 foi governança.

A discussão deixou claro que a governança não deveria representar burocracia operacional. Governança eficiente organiza conversas, reduz ruídos e melhora velocidade decisória.

Em vários painéis, ficou evidente que empresas maduras financeiramente possuem alguns pilares em comum:

  • fonte única de verdade
  • indicadores padronizados
  • premissas compartilhadas
  • integração entre áreas
  • visibilidade operacional

Quando esses elementos não existem, o FP&A perde tempo conciliando informações em vez de apoiar o negócio.

Na prática, tecnologia sem estrutura de gestão apenas acelera problemas já existentes.

A tecnologia precisa servir à arquitetura decisória

As discussões sobre IA, automação e plataformas EPM tiveram bastante espaço no evento. Mas um ponto chamou atenção: a tecnologia deixou de ser o diferencial principal.

O diferencial agora está na capacidade de transformar tecnologia em clareza de decisão.

Francine De Maman, Gerente Executiva de FP&A da Dasa, trouxe uma provocação importante:

“Qual foi a última vez que o negócio chamou o FP&A antes de decidir, e não depois para explicar?”

Francine De Maman palestrando no FP&A Summit

Essa fala resume bem o estágio atual do mercado.

Empresas mais maduras já entenderam que o FP&A precisa operar próximo da área comercial, da operação, da logística e da estratégia corporativa.

Premissas financeiras relevantes nascem da operação.

É ali que estão os drivers que impactam margem, capacidade, demanda, produtividade e crescimento.

O orçamento empresarial está evoluindo

Outro debate forte no evento envolveu a evolução do orçamento tradicional.

As palestras mostraram como empresas mais maduras estão migrando para modelos mais dinâmicos de planejamento financeiro.

Rolling forecast, modelagem contínua e análise de cenários apareceram como elementos centrais para empresas que precisam responder rapidamente às mudanças do mercado.

Ederson Lima reforçou durante sua participação uma visão importante: Forecast não deveria ser promessa. Deveria ser instrumento de navegação. 

Ele precisa funcionar como instrumento contínuo de navegação estratégica.

Quando o orçamento vira apenas uma peça rígida, a empresa perde capacidade de adaptação.

Quando o planejamento é conectado à operação, o financeiro ganha velocidade para apoiar decisões com mais confiança.

Gestão financeira madura começa na qualidade das perguntas

Outro momento relevante do evento veio na apresentação de Aline das Graças, Gerente de FP&A do Grupo Energisa.

Aline das Graças no FP&A Summit

Ao apresentar um caso sobre análise de novos produtos, ela mostrou como indicadores tradicionais podem parecer positivos isoladamente, enquanto métricas mais profundas revelam riscos importantes de sustentabilidade financeira.

O ponto principal não era impedir investimentos.

Era garantir qualidade na decisão antes da execução.

Esse é exatamente o papel esperado do FP&A atual: aumentar clareza sobre impacto financeiro, retorno esperado, risco operacional e sustentabilidade econômica.

O principal aprendizado do FP&A Summit 2026

O evento reforçou algo que defendemos constantemente na Handit: planejamento não deveria funcionar apenas como obrigação financeira.

Ele precisa operar como estrutura de gestão integrada. As empresas que evoluem mais rápido não são as que possuem mais dashboards.

São as que conseguem transformar dados financeiros em decisões mais rápidas, mais claras e mais conectadas à operação.

Na Handit, acreditamos que planejamento conectado é o caminho para transformar dados financeiros em decisões mais inteligentes.

Se sua empresa busca evoluir a maturidade de FP&A, controladoria e gestão de performance,com apoio em tecnologia para performance financeira, vamos conversar.

Sobre os Autores:

Gabriel Barbieri (in)
Co-Founder e Diretor de Negócios da Handit
Gabriel é Co-fundador e diretor de Negócios da Handit, com mais de 15 anos de experiência em tecnologia e nos últimos 10 anos têm trabalhado de perto com CFOs, Controllers e FP&As, ajudando-os a fazer essa transformação digital

Daniel Gomes (in)
Gerente de Produto e Mercado

Profissional com mais de 5 anos de experiência em Planejamento Estratégico e Financeiro. Apaixonado por números, construiu sua carreira em finanças/estratégia sempre com foco em dados. Atuou de perto em vários negócios nos mais diversos segmentos.

Fernando Moyses (in)
Fundador & CEO da Handit
Está no ramo de controladoria por mais de 10 anos. Apoiou a Idealização do Handit Planning: sistema para Controllers e FP&A que é aliado na construção e simulação de orçamentos.

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