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Reforma Tributária: Como o orçamento empresarial deve se preparar para a Reforma Tributária — e como um sistema moderno atende isso

Muitas empresas estão em dúvida sobre como os sistemas de planejamento vão lidar com as mudanças da Reforma Tributária (CBS/IBS). Essa preocupação é legítima — afinal, estamos falando da maior mudança fiscal das últimas décadas.

Mas aqui está o ponto central:

1. O impacto da Reforma Tributária é estrutural — mas previsível dentro de um sistema bem modelado

A reforma altera as regras dos impostos indiretos, não o conceito de modelagem financeira.

Ou seja:

  • Custos continuam sendo custos.
  • Impostos continuam compondo preço, margem e resultado.
  • O orçamento continua sendo um conjunto de premissas + regras + cálculos.

O que muda é quais regras tributárias serão aplicadas.

E sistemas robustos — como Handit, SACs modernos e plataformas xP&A — já trabalham justamente com modelos parametrizáveis.


2. Em um sistema de planejamento maduro, o impacto fica concentrado em 3 pontos:

a) Parametrização das novas alíquotas (CBS/IBS)

O sistema não precisa ser reescrito.

Basta atualizar premissas tributárias:

  • Alíquota única
  • Creditamento
  • Regime de transição
  • Exceções por setor
  • Regras de devolução

Isso entra no dicionário de premissas e alimenta automaticamente os cálculos.


b) Recalcular automaticamente preços, margens e elasticidades

Um sistema de planejamento sólido já:

  • calcula margem líquida, bruta e contribuição,
  • distribui impostos por centro de custo, produto ou cliente,
  • projeta impactos no DRE e no fluxo de caixa.

Ao atualizar as premissas tributárias, o resto roda sozinho.

É por isso que a reforma não deve ser tratada como um evento emergencial, mas como uma atualização de modelo.


c) Criar cenários para transição (2026 → 2032)

Os próximos anos serão de coexistência de impostos antigos e novos — e isso é perfeito para quem trabalha com:

  • Cenários (otimista, realista, conservador)
  • Simulações de carga tributária
  • Sensibilidades (se a alíquota subir 1 pp → qual impacto?)
  • Planejamento conectado entre impostos, produtos e região de atuação

Aqui está o verdadeiro valor: capacidade de simular antes de agir.


3. Onde surgem os conflitos?

Geralmente em sistemas:

  • engessados,
  • com cálculos fixos,
  • sem dicionário de premissas,
  • sem motor de cenários,
  • sem granularidade por produto/cliente/cidade,
  • que dependem de planilhas paralelas.

Esses realmente sofrerão — e muitas empresas vão descobrir isso tarde demais.

Gestão de Risco e Liquidez (O Foco do Split Payment)

O Split Payment transforma o risco fiscal em um risco de liquidez imediata. O xP&A deve mitigar esse risco através de projeção de Capital de Giro.

Risco FinanceiroAção do xP&A no Sistema
Risco de Liquidez (Cash Flow Gap)Projetar o descasamento de caixa (Gap) criado pela retenção imediata do imposto (D+0) em vendas a prazo (D+30/D+60). Isso quantifica a necessidade de Capital de Giro Adicional exigido pela Reforma.
Compensação e FundingPrever o volume de Crédito Gerado (Funding Fiscal) vs. o volume de Imposto Retido (Outflow). A diferença é o valor que a Tesouraria precisa financiar.
Monetização de AtivosModelar a conversão do Saldo Credor Remanescente (Ativo Fiscal) em caixa (restituição em 60 dias) ou em moeda de troca (venda de crédito para terceiros), incluindo o timing dessa entrada no fluxo de caixa.

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