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A diversidade como vantagem competitiva na controladoria

Quando o gestor de controladoria utiliza a riqueza da diversidade da equipe, os resultados da empresa melhoram.

Como principal responsável por elaborar o planejamento estratégico, acompanhar a gestão dos recursos, apoiar a tomada de decisões, assegurar que o negócio seja sustentável e competitivo, o setor da controladoria enfrenta diversos desafios no dia a dia.

Há algum tempo, o maior desafio na liderança de uma equipe de controladoria era garantir que a ética e a honestidade prevalecessem: fazer o correto, preservando a integridade e a imagem da empresa. Com o passar do tempo, as lideranças se deparam com novos desafios: a partir da inteligência emocional, (re)aprender a ouvir, entender e aproveitar o melhor de cada pessoa em cada contexto.

 

A riqueza da diversidade

 

A diversidade, se bem aplicada, pode ser utilizada como resposta aos obstáculos atuais na controladoria, resultando na ampliação de perspectivas da equipe – o campo de visão é expandido quando há histórias de vidas distintas em um grupo.

Em contrapartida, quando a visão é limitada, carregam-se vários pontos cegos, dificultando a resolução dos problemas.

Quando há um problema a ser resolvido, ampliar as perspectivas é fundamental, como explica Felipe de Vasconcellos, mestre em Ciências Contábeis e especialista em Liderança. “Quando eu tenho uma visão limitada, por exemplo, quando eu formo uma equipe só com contadores com o mesmo perfil, não só técnico, mas também comportamental, eu limito as minhas perspectivas e as respostas que eu posso dar aos problemas que aparecem, porém quando eu amplio o meu campo de visão, ou seja, ainda ter contadores, mas com perfis comportamentais diferentes, e agrego ainda com pessoas de formações acadêmicas e experiências de vida distintas, eu amplio o meu poder de respostas.”

A diversidade pode, portanto, melhorar a assertividade das decisões. Cabe ao gestor da área realizar um filtro das discussões do que pode ser útil para uma solução ou não, a fim de entender e captar as opções, escolher o que é melhor para determinado contexto e tomar a decisão.

Porém, torna-se um problema quando o gestor não consegue efetivar esse filtro, pois ele levará em conta, muitas vezes, informações desnecessárias para uma tomada de decisão.

 

A diversidade como realidade no dia a dia

 

Verna Myers – vice-presidente de Estratégias de Inclusão da Netflix contribui com a discussão: “Diversidade é convidar alguém para o baile. Inclusão é convidar essa pessoa para dançar com você”.

Para que a diversidade se torne realidade dentro de uma empresa, as pessoas que trabalham nela precisam se sentir parte do contexto, elas precisam de voz, espaço e respeito. Vasconcellos acredita que, para isso, é preciso realizar atividades de integração. “É importante integrar a diversidade em um contexto, incluí-la no dia-a-dia, compartilhando os valores da empresa e das pessoas que ali estão inseridas. A integração é a chave para tornar real a diversidade. Nem todos vão ter os mesmos valores ou visão, mas é preciso que haja uma coerência mínima, para existir uma harmonia no convívio”, ressalta.

A diversidade, a inclusão e a integração encontram-se dentro de um mesmo contexto, em um processo cíclico, que se renova sozinho, organicamente e naturalmente, sendo benéfico para as empresas e seus funcionários.

 

Compartilhando experiência – Gabriel Barbieri – Diretor de Negócios da Handit

 

“A Handit tem uma cultura bastante aberta com todos os colaboradores, compartilhamos inclusive nosso planejamento e os resultados a cada três meses com todo o time. Nós mantemos tudo aberto para que consigamos trazer voz e liberdade, além de integrar o time nesta cultura, para que todos saibam o objetivo final da empresa, os objetivos dos próximos três meses, do próximo ano e assim por diante. Queremos que todos vejam o resultado que foi construído nos últimos três meses ou do ano anterior. As integrações são as dinâmicas que nós temos nesses encontros. Elas favorecem a cultura. Hoje nesses encontros temos normalmente um tempo de 20% utilizado para falar de estratégias. Os outros 80% restantes estão muito mais focados em dinâmicas e integração entre todo o time, e a gente vê que realmente agrega.”

 

Cultura organizacional no mundo corporativo hoje

 

É possível dizer que nos dias de hoje, nós não seguimos uma determinada cultura da empresa em que trabalhamos, nós somos a cultura da empresa. “Se a cultura da minha empresa é ser apoiadora da diversidade, por exemplo, eu também preciso ser apoiador da diversidade, não só na fala, mas também nas minhas ações. E assim multiplicamos a cultura da empresa. Ela tem que ser linear no trato com o fornecedor, com o cliente, com o público interno, em todas as tratativas”, explica Vasconcellos.

Assista o trecho do vídeo da conversa entre o Felipe de Vasconcellos e Gabriel Barbieri:


Gabriel Barbieri
Diretor de negócios na Handit Sistema.

 

Felipe Cortes de Vasconcellos
Profissional com 12 anos de experiência, nas áreas de: controladoria, contabilidade, auditoria independente e em fundos de pensão. Head de controladoria na Connvert. Mestre em ciências contábeis. Entusiasta e apaixonado por Liderança e Carreira. Instagram: @felipedevasconcellos.

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